O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou nesta sexta-feira (6) de uma reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) e respondeu a pressões por cortes de gastos. Ele destacou que o governo possui ‘seriedade fiscal’ e garantiu que a população mais pobre não será afetada por medidas de ajuste fiscal.
Lula questionou a comparação da dívida brasileira com a de outros países, como Estados Unidos e Japão, e pediu ao ministro da Fazenda, Dario Durigan, que apresente dados sobre a dívida pública. Ele enfatizou que o déficit deixado pelo governo anterior foi de 2,8%, enquanto o orçamento atual apresenta superávit.
O presidente também manifestou descontentamento com as exigências do mercado financeiro para conter despesas obrigatórias, como Previdência e assistência social. Ele argumentou que a manutenção de investimentos em saúde e educação é crucial e que o ajuste fiscal não deve recair apenas sobre os mais vulneráveis.
Lula reconheceu que o ano de 2026 não foi tão positivo quanto esperava, mas reafirmou seu compromisso com a responsabilidade social. Ele lembrou de ensinamentos de sua mãe sobre a importância de não gastar mais do que se arrecada, reiterando que essa filosofia guiará sua administração.