O Ministério da Saúde do Brasil anunciou a autorização para a compra de até 20 mil doses da vacina contra a mpox, com o intuito de reforçar os estoques do Sistema Único de Saúde (SUS). Essa decisão ocorre mesmo com a queda de 94% nos casos da doença em 2026, em comparação a 2022.
A vacinação prioriza pessoas vivendo com HIV/aids, especialmente aquelas com contagem de linfócitos CD4 inferior a 100 células/mm³, que estão em maior risco de desenvolver formas graves da doença. Neste ano, foram registrados 665 casos de mpox no país, em contraste com mais de 10 mil em 2022.
A aquisição das vacinas será realizada por meio do Fundo Rotatório da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e foi discutida em reunião no dia 4 de outubro. O Ministério destaca que a compra é uma medida preventiva e estratégica para garantir a capacidade de resposta do SUS a possíveis alterações no cenário epidemiológico.
Além do grupo prioritário, outras pessoas também poderão receber as doses remanescentes, incluindo aqueles com contagem de CD4 inferior a 200 células/mm³, usuários de profilaxia pré-exposição ao HIV (PrEP) e profissionais de laboratório que manipulam amostras de mpox.
Os sintomas da mpox incluem lesões na pele, febre e aumento dos linfonodos. O monitoramento da doença é realizado em parceria com as secretarias de saúde estaduais e municipais, que incluem ações de identificação e notificação de casos suspeitos, investigação epidemiológica e isolamento de infectados.



